Curso Online

Uma História

da Fotografia

                  com Marly Porto

Ao longo de 12 aulas online, vamos viajar no tempo e estudar as práticas, formas e impactos da imagem fotográfica na arte e sociedade, desde sua invenção no século XIX até a atualidade. Com uma abordagem plural e transversal, o curso vai analisar diferentes períodos de desenvolvimento da fotografia e suas expressões, além de rever obras de grandes fotógrafos, de gerações e olhares distintos. 

 

O curso propõe discutir o lugar da imagem no passado e presente, através da sua produção (práticas da imagem), difusão (suporte e meios de comunicação) e recepção (cultura visual). Mais detalhes abaixo...

  • 12 aulas

  • 24 horas

  • Out - Nov

Metodologia:

O conteúdo das aulas será dividido em 4 ciclos na história da fotografia, entre os séculos XIX e XXI:

1

Fotografia e modernidade

o crescimento da prática fotográfica e o confronto com os modelos tradicionais de representação

aulas 1 - 2 - 3

2

Formas

do real

interrogações sobre as diferentes abordagens da fotografia como ferramenta de descrição e reflexão 

aulas 4 - 5 - 6

3

Fotografar

o real?

a expansão do fotojornalismo, a imagem como documentário social e a história das exposições

aulas 7 - 8 - 9

4

Registro e

expressão

a transição entre a

fotografia como registro para expressão: novas potencialidades criativas

aulas 10 - 11 - 12

Aula 1
Invenção e desafios da fotografia
A fotografia vista sob o ângulo da experimentação e da conquista de novos processos de reprodução de imagens. A partir da segunda metade do século XIX, o progresso técnico favorece a extensão dos usos e funções da fotografia.

 

Fotógrafos citados:

Thomas Wedgwood (1771-1805), Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), Hercule Florence (1804-1879), Francis Frith (1822-1898), Edward Muybridge (1830-1904), Felice Beato (1832-1909), John Thomson (1837-1921), Timothy H. O’Sullivan (1840-1882) e Alphonse Bertillon (1853-1914)

Aula 2
Concepções de uma reprodução 
Marginalizados pela sua técnica, os pioneiros da fotografia tentam conquistar os espaços de representação tradicional da arte. Estas aspirações artísticas se aproximam dos modelos da pintura que aliadas ao desenvolvimento da indústria da fotografia fizeram surgir novas categorias de amadores e profissionais.

 

Fotógrafos citados:

Julia Margaret Cameron (1815-1879), Félix Nadar (1820-1910), Henry Peach Robinson (1830-1901), Lewis Carrol (1832-1898), Camille Silvy (1834-1910), Frank Eugene (1865-1936), Pierre Dubrueil (1872-1944) e Edward Steichen (1879-1973)

Aula 3
Fotografia brasileira na passagem dos séculos XIX ao XX  
Ao contrário do que ocorria com o circuito de exposições dos salões de belas-artes, já consolidado em nosso país no final do século XIX, a fotografia como expressão artística era pouco reconhecida. Sua função principal estava mais relacionada a uma forma remunerada de trabalho, concentrada, na sua maioria, nas mãos de profissionais estrangeiros.

 

Fotógrafos citados:

Albert Henschel (1827-1882), Joaquim Insley Pacheco (1830-1912), Christiano Jr. (1832-1902), Pedro Hees (1841-1880), Marc Ferrez (1843-1923), George Huebner (1862-1935), Valério Vieira (1862-1941) e Alberto de Sampaio (1870-1931)

Aula 4
Cidade e sociedade
Cada vez mais os fotógrafos ocupam as ruas para capturar a vida. Pensam suas imagens tanto em função dos seus sujeitos, como dos seus contextos e modalidades de difusão.

 

Fotógrafos citados:

Oscar Gustave Rejlander (1813-1875), Jacob Ribbs (1849-1914), Eugène Atget (1857-1927),

Martin Chambi (1871-1973), Lewis Hine (1874-1940), Paul Strand (1890-1976),

Tina Modotti (1896-1942) e Walker Evans (1903-1975) 

Aula 5
Vanguarda e renovação no período entre Guerras
Se no início, os fotógrafos produziam imagens buscando um afastamento da capacidade mecânica de reprodução da fotografia, os movimentos ocorridos no período entre guerras decidem o contrário: tirar partido das especificidades deste meio, experimentar e
investir em formas modernas e pontos de vista inéditos.

 

Fotógrafos citados:

Alfred Stieglitz (1864-1946), Man Ray (1890-1976), Alexander Rodchenko (1891-1956),

Jacques Henri Lartigue (1894-1986), André Kertész (1894-1985), László Moholy-Nagy (1895-1946), Germaine Krull (1897-1985), Manuel Alvarez Bravo (1902- 2002),

Dora Maar (1909-1997) e Slavka Pavic (1927-)

Aula 6
Confrontos e paralelos: fotoclubismo no Brasil
O fotoclubismo contribuiu para a atualização da fotografia no Brasil através de um intenso intercâmbio com associações estrangeiras. Tudo indica que a vertente modernista da fotografia brasileira, que eclodiu em meados da década de 1940, não teria surgido, nem tampouco se firmado, sem este intercâmbio internacional, sua abrangência de referências e debates que gerou.

 

Fotógrafos citados:

Gertrudes Altschul (1904-1962), José Oiticica Filho (1906-1964), Eduardo Salvatore (1914-2006), André Carneiro (1922-2014) e Thomas Farkas (1924-2011)

Aula 7
A era de ouro da fotorreportagem
As primeiras imagens surgem na primeira metade do século XX. Sua reprodutibilidade se expande durante a II Guerra Mundial e se estabelece como forma de expressão no período pós-guerra, até o final da década de 1960. Como aliados desse campo de atuação, encontramos a expansão do fotojornalismo e o surgimento das câmeras portáteis.

 

Fotógrafos citados:

George Rodger (1908-1995), Gerda Taro (1910-1937), David Seymour "Chim" (1911-1956), Viktor Bulla (1883-1938), Robert Capa (1913-1954), Ara Guler (1928-2018) e Susan Meiselas (1948)

Aula 8
A fotografia exposta
A exposição marca o momento de visibilidade de uma obra de arte. Do encontro com o público, com a materialidade do objeto artístico. A história das exposições e a construção de narrativas: exibição, recepção, circulação e consumo.

 

Exposições visitadas: 

Os primeiros museus, Câmara de maravilhas, Gabinete de curiosidades, Salões de Arte na França, Galeria 291 (1905), The Armory Show (1913), Exposição Internacional do Surrealismo (1938), The Family Man (1955) ao cubo branco.

Aula 9
Expansão das práticas documentais 
Quando a ação substitui o objeto artístico tradicional, o registro em fotografia torna-se privilegiado para obras transitórias, como happenings e intervenções no espaço real. A fotografia conceitual surge como um novo modelo de documentário social. As tecnologias da imagem introduzem novas possibilidades nas construções plásticas da narrativa.

 

Fotógrafos citados: 

Ed Rusha (1937), Robert Smithson (1938-1973), Dan Graham (1942), Ana Mendieta (1948-1985), Cindy Sherman (1954) e Gillian Wearing (1963)

Aula 10
Uma nova civilização da imagem: o artista bricoleur
A incorporação de signos emblemáticos da cultura de massa, da sociedade de consumo e de outros materiais estranhos na obra de arte. Num misto de colagem, readymade e objet trouvé,
o artista reúne objetos do cotidiano, elementos encontrados ao acaso e
todo tipo de material descartado pela sociedade.

 

Fotógrafos citados:

David Hockney (1937), Christian Boltanski (1944), Sherrie Levine (1947),

Richard Prince (1949) e Rosângela Rennó (1962)

Aula 11
Arte e globalização
O uso de diferentes suportes e formatos, inclusive fotografia e imagens geradas em computador, para examinar o mundo contemporâneo.

Fotógrafos citados:

Esther Shalev Serz (1948), Joel Bartolomeo (1957), Wang Qinsong (1966),

Lydie Jean Dit Pannel (1968), Elina Brotherus (1972), Raphael Fabré (1989),

Emilie Brout e Maxime Marion (coletivo, 2013)

Aula 12
A fotografia e a América Latina
Os pintores latino-americanos dos anos 1920 construíram um amplo debate de ideias sobre a natureza da arte e sua relação com a nacionalidade. Escreveram manifestos e se preocuparam em refletir sobre a sociedade e as possibilidades de mudança com ênfase no campo cultural. Nas décadas posteriores, o continente esteve atravessado por ditaduras militares, as quais acabaram por influenciar a estética da arte e da fotografia latino-americana.

Fotógrafos citados:

Oscar Muñoz (1951), Leonora Vicuna (1952), Elías Adasme (1955),

Fredi Casco (1967) e Maruch Sántiz-Gómez (1975) 

Local:
Plataforma Zoom
Acesso para alunos
com ID e senha
Agenda:
Início: 7 de outubro
Final: 13 de novembro
Quarta / Sexta:
19h às 21h
Investimento:
 
R$ 960
Curso completo
12 aulas / 24 horas
+ bibliografia
Público:
Fotógrafos, estudantes, pesquisadores e qualquer interessado em fotografia e artes visuais
Inscrição:
 
Até 5/outubro
Ficha de inscrição no link:
https://bit.ly/33QRYAv
Formas de
Pagamento:
Depósito
À vista / 10% desconto
Parcelado / até 2x
Professora:
Marly Porto é Mestre em Estética e História da Arte 

(Universidade de São Paulo) e Bacharel em Arte: História, crítica e curadoria (PUC de São Paulo).

É autora do livro “Eduardo Salvatore e seu papel como articulador do fotoclubismo paulista”, publicado em 2018.

Em 2017, Marly foi uma das palestrantes na conferência organizada pelo Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York (EUA), apresentando o painel "The Salons of Foto Cine Clube Bandeirante (1942 - 60): A Venue for the Promotion, Sharing and Update of Photography by National and International Photo Clubs".

 
É curadora, crítica de arte, coordenadora de exposições e feiras de fotografia, editora de fotolivros e palestrante com
mais de 20 anos de experiência no mercado brasileiro e internacional.
 
Desde 2019, é responsável pela área de projetos artísticos e culturais do Institut d’Education et des Pratiques Cittoyennes (IEPC), instituição que reúne creches para crianças de 0 a 3 anos, em Paris (França). 

Mais informações:

casatriii@gmail.com

WhatsApp: 11 970 951 958