Curso Online

Documentário

Contemporâneo

Brasileiro

Um panorama histórico sobre a produção de documentários nacionais e internacionais

Análise e crítica de documentários,

movimentos cinematográficos e construção de diferentes linguagens audiovisuais

Consultoria e criação de projetos autorais para documentário

  • 10 aulas

  • 20 horas

  • Mai - Jun

Contexto do curso:

Nos últimos anos, a cultura do documentário (doc.) cresceu visivelmente do ponto de vista quantitativo mas, sobretudo, na qualidade e riqueza de suas abordagens sobre o "real" e estilos narrativos, no Brasil e no exterior.

 

O objetivo do curso é explorar, revisar e compreender toda esta riqueza audiovisual, oferecendo informações essenciais e instrumentos para análise e elaboração de novos projetos para cinema e TV, alinhados - na forma narrativa e estética - com as práticas e tendências da produção documental contemporânea.

 

Ao final do curso, cada aluno poderá desenvolver, com todo o rigor técnico e sob orientação do professor Bebeto Abrantes, um projeto de curta-doc.

Metodologia:

As 10 aulas serão baseadas em três grandes eixos de informação:

1) história dos documentários

2) conceitos e princípios básicos da escrita de projetos e roteiros

 3) desenvolvimento individual de projeto de um curta-documentário

 

Os grandes momentos da história do documentário serão analisados através da exibição de filmes representativos de um movimento, época e/ou determinado autor

 

Além dos filmes, textos analíticos (críticas, entrevistas e ensaios)

sugeridos pelo professor ajudarão nos debates sobre cada obra

 

As aulas serão divididas em duas partes:

Teoria & HistóriaPrática de Projeto Individual

Conteúdo das Aulas:
#1
Primórdios
PARTE I:

Discussão do conceito de documentário. As muitas definições são sempre comparativas com os filmes de ficção (Fiction x Non-fiction film). Essa oposição é bastante discutível e questionável desde os primórdios da história do cinema. Afinal, documentário também é construção de linguagem cinematográfica.

 

PARTE II:

O que dá um filme?

Ideia x Projeto Audiovisual

FILMOGRAFIA:

Primeiros Filmes, irmãos Lumiére, 1895

Nanook of the North, Robert Flaherty, 1922

Um homem com uma Câmera, Dziga Vertov, 1929

#2
A Escola Inglesa
PARTE I:

Anos 1920/30

O cinema de John Grierson busca uma finalidade social, uma educação pública através do cinema. O cinema como poderoso instrumento na difusão de valores cívicos e na formação da cidadania. Para Grierson, a realidade essencial e subjacente depende de um trabalho de elaboração

 

PARTE II:

A elaboração de Projetos e Bíblias Audiovisuais

Os textos mais comuns de apresentação dos projetos em Editais:

Sinopse, justificativa, linguagem e formato, visão do diretor, cronograma e orçamento

FILMOGRAFIA:

Drifters, Grieson, 1928

Night Mail, Harry Watt, 1936

#3
Novas técnicas, linguagens e estilos
PARTE I:

O advento do cinema falado. O gravador Nagra sincroniza e torna direta a captação de imagem e som. A entrada das câmeras de vídeo, pequenas, leves e de fácil manuseio no final dos anos 1970 e início dos 80. As novas tecnologias digitais.

 

PARTE II:

Projetos e Bíblias Audiovisuais II.

Convenções x Métodos próprios, individuais e orçamento

FILMOGRAFIA:

Primary, Robert Drew, 1960

Crisis, Robert Drew, 1963

#4
Cinema direto & Cinema verdade
PARTE I:

Câmeras leves na mão e gravador Nagra: inovações tecnológicas ampliam a linguagem cinematográfica. Cinema Direto: a observação como postura (estratégia) de apreensão do real e construção da dramaturgia. Cinema Verdade: a observação participante usando-se da câmera como elemento provocador de situações reveladoras. O diretor é um participante assumido, ao provocar a “crise“

 

PARTE II:

O processo de criação

Como nasce uma ideia

Filmes autorais / projetos pessoais x filmes por demanda

A criação e a essencialidade da pesquisa

FILMOGRAFIA:

Eu, um negro, Jean Rouch, 1957

Crônicas de um Verão, Jean Rouch, 1961

Don’t Look Back, D. A. Pennebaker, 1967

#5
Docs contemporâneos brasileiros
PARTE I:

Anos 1990: os docs ganham visibilidade - barateamento das câmeras digitais; aumento dos Editais Públicos; criação de festivais específicos sobre o gênero; incremento de teses e publicações especializadas, entre outros motivos. Tendências dos documentários contemporâneos.

 

PARTE II:

Criação e pesquisa II.

O mergulho no tema, a capacidade de observação e "escuta" são fundamentais, na ficção e no doc. Mas, sobretudo, no gênero documental ou híbrido - ficção / documentário.

#6
Dispositivos Narrativos
PARTE I:

O dispositivo como estratégia narrativa e provocador de acontecimentos

Trata-se de uma maquinação e ativação do real, para potencializar a narrativa do filme Dispositivos temáticos, de tempo, geográficos, imposição de regras e elementos restritivos

 

PARTE II:

Modalidades de Pesquisa

Tema / Locações / Pesquisa fílmica / Iconográfica / Pesquisa de textos e documentos históricos / Pesquisa de escritório e Pesquisa de campo

FILMOGRAFIA:

Edifício Master, Eduardo Coutinho, 2002

Acidente, de Cao Guimarães e Pablo Lobato, 2006

As Canções, Eduardo Coutinho, 2011

#7
Docs de Acompanhamento & Convívio
PARTE I:

O tempo e a convivência “roteirizando” o filme.

Observação e interação moldando o processo e costurando a narrativa.

Processos interativos e altamente dialogais.

 

PARTE II:

Roteiro imaginário X Roteiro de montagem.

O roteiro final é escrito na montagem do filme. Os resultados das filmagens, surpreendem: negam cenas e intenções previstas, oferecem situações e personagens novos.

A clareza conceitual é decisiva para sabermos o que aceitar e o que dispensar, no embate com o real filmado

FILMOGRAFIA:

O prisioneiro da grade de ferro, Paulo Sacramento, 2003

Vocação do Poder, José Joffly e Eduardo Escorel, 2004

O cárcere e a rua, Liliana Sulzbach, 2004

Pan-Cinema Permanente, Carlos Nader, 2008

#8
Docs de Ressignificação de Arquivos
PARTE I:

Os acervos de fotos e filmes pessoais, familiares e das instituições

Os arquivos digitalizados e a convergência digital

O remix e a ressignificação de imagens de arquivo. As muitas estratégias narrativas

 

PARTE II:

Acompanhamento e discussão da construção dos projetos individuais de cada aluno

FILMOGRAFIA:

Nós que aqui estamos, por vós esperamos, Marcelo Massagão, 1999

Imagens do Estado Novo – 1937/45, Eduardo Escorel, 2016

No intenso agora, João Moreira Salles, 2017

#9
A questão ética no doc
PARTE I:

O que vale é a medida humana. As criações de ficção vivem, basicamente, nos limites da obra. Nos docs, a vida prossegue depois da obra. Ninguém sai completamente inalterado da experiência de fazer um doc: nem os protagonistas, nem o diretor e equipe

 

PARTE II:

Acompanhamento e discussão da construção dos projetos individuais de cada aluno

FILMOGRAFIA:

Segredos da Tribo, José Padilha, 2010

#10
Ficção & Documentários
PARTE I:

O hibridismo de linguagens e gêneros cinematográficos é algo que acompanha a história do cinema desde seus primórdios. Nas últimas décadas, essas fronteiras tornaram-se ainda mais tênues. Nos filmes híbridos imperam a incerteza, a indiferenciação, o diálogo sútil entre documentário e ficção

 

PARTE II:

Fechamento das discussões e construção dos projetos individuais dos alunos

FILMOGRAFIA:

Serras da Desordem, Andrea Tonacci, 2006

Jogo de Cena, Eduardo Coutinho, 2007

Viajo porque preciso, volto porque te amo, Marcelo Gomes e Karin Anouz, 2009

Agenda:
Início: 12 de maio
Final: 11 de junho
Terça / Quinta: 19h às 21h
Local:
Plataforma Zoom
Acesso com ID, login e senha
Investimento:
 
R$ 500,00
até 8/maio
R$ 600,00
até 12/maio
Formas de Pagamento:
Depósito
À vista / 5% desconto
Parcelado / até 2x
Público:
Qualquer interessado em cinema, TV e linguagem audiovisual. Estudantes ou profissionais do cinema, da televisão, do jornalismo, da fotografia e outras mídias audiovisuais, ou que buscam desenvolver e realizar novos projetos no campo documental.
Inscrição:
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Não perca! Vagas limitadas
Preencha sua ficha de inscrição:
https://bit.ly/2KENZOg
 
Mais informações & dúvidas:
casatriii@gmail.com
WhatsApp / 11 970 951 958
Professor / Orientador:
Bebeto Abrantes é documentarista, roteirista e diretor de centenas de produções televisivas para canais abertos e à cabo do Brasil e do exterior, tais como: TV Globo, Canal Futura, GNT, Multishow, Discovery Kids, Animal Planet, Canal Brasil, TV Cultura, TV Escola, TV Brasil, SESC TV, entre outros. 

Como diretor de filmes de longa-metragem para o Cinema, fez os premiados documentários: “Quando os suíços emigravam – Nova Friburgo 200 anos”,“Caminho do Mar”, "As Batidas do Samba", “Histórias de um Brasil Alfabetizado”, "Até Quando?", “Recife/Sevilha – João Cabral de Melo Neto” e “TV – Quem Faz, Quem Vê”.

Dentre outras inúmeras produções, roteirizou as séries 
7 X Bossa Nova”, “Eco-Aventura: Amazônia” e “Danças Brasileiras”. É criador e roteirista do filme e projeto “3 Antônios & 1 Jobim”, que reuniu o maestro Tom Jobim, além dos não menos renomados: Antônio Callado, Antônio Houaiss e o crítico paulista Antônio Cândido.

Bebeto Abrantes é professor de roteiro da Academia Internacional de Cinema (AIC), no Rio de Janeiro.
Filmografia de Bebeto:
https://bit.ly/2J4BvzI